O dia em que o penico de Marcel fez a diferença em minha vida {parte 1}

O primeiro questionamento que passaria pela minha cabeça, assim que lesse este título {sem ter uma referência do que se trata}, provavelmente seria o mesmo que passa pela sua agora: e daí, o que esse título tem a ver com moda sustentável? Te digo:  TUDO! Porque aqui, queremos ir além dela.  
 
E prá começar a interagir com você e te situar no tempo e no espaço da história, me coloquei um desafio: colocar os pensamentos em ordem, para um entendimento leve e leitura agradável.  Bora lá?
 
 
Lembra que no post  “Moda sustentável? Mais que bicho {não mais tão raro assim!} é esse, afinal?”  mencionei que nos últimos 150 anos da produção visual no campo das Artes ocorreram muitas transformações, principalmente com os artistas, que passaram a se expressar e a enxergar novos processos artísticos? Então…estamos falando de Arte Contemporânea, que amo de paixão! 
 
Não há um consenso sobre quando se originou, mas provavelmente foi em meados da segunda metade do século 20, após a Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra o sentimento que predominava era o de reconstrução da sociedade. Os artistas, a partir deste princípio e apoiados no avanço da globalização, das novas tecnologias e mídias passaram a valorizar mais o conceito, a atitude e a ideia da obra, do que necessariamente, do objeto final. A intenção foi sempre a de refletir, de modo subjetivo, sobre a peça artística e não apenas contemplá-la pela sua natureza estética. 
 
Conceitos? 
Penso que, cada pessoa tem os seus e aqui, as opiniões serão respeitadas; no entanto, estamos nos referindo ao ato do próprio artista em quebrar e propor outras realidades e Marcel Duchamp {pintor, escultor, poeta francês e cidadão dos Estados Unidos, a partir de 1955} trouxe uma mudança, para a consciência do que é artisticamente possível, pretendendo abolir a distinção entre natureza e cultura, sagrado e profano, real e imaginário e arte e vida. 

Bem, essa história continua no próximo post.

Pausa para um cafezinho?

Denise Padilha

Sou Denise Padilha, formada em Artes Visuais, especialista em Cultura Contemporânea e Marketing, criadora e proprietária da marca denise-se além da moda sustentável, que propõe novos significados, a partir da desconstrução e reconstrução de peças do vestuário, com resgate de memórias surgidas dos contextos que as peças estiveram presentes e das pessoas que as vestiram um dia.